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Arcebispo de Aparecida pede que visitantes não alimentem divisões

Publicado em 11/10/2026 20:35
Arcebispo de Aparecida pede que visitantes não alimentem divisões

O arcebispo da Arquidiocese Metropolitana de Aparecida (SP), dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, afirmou que as celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, na segunda-feira (12.out.2026), devem priorizar a fé e a esperança, em vez de disputas eleitorais. “Que ninguém venha a Aparecida para alimentar divisões ou animosidades, mas para renovar a fé, fortalecer a esperança e aprender com Maria a construir um Brasil mais fraterno, justo e solidário”, declarou dom Mário em entrevista divulgada no domingo (11.out).
Empossado em maio como arcebispo de Aparecida, dom Mário estará pela primeira vez à frente das celebrações do 12 de Outubro no Santuário Nacional. Para ele, assumir essa responsabilidade logo em um dia tão significativo reforça a missão de acolher milhares de fiéis de todo o país em momento de reflexão e renovação espiritual.
Durante o primeiro turno das eleições deste ano, circulou uma notícia falsa de que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Questionado sobre o impacto dessa disputa política nas cerimônias de 2026, dom Mário afirmou que é natural que o evento coincida com o calendário eleitoral, mas que isso não deve desviar a atenção do essencial.
“A cada quatro anos, a festa de Nossa Senhora Aparecida coincide com o período das eleições presidenciais, mas isso não pode tirar o foco de que a Mãe continua sendo o centro das nossas celebrações”, ressaltou o arcebispo. Segundo ele, a data não se confunde com campanha política, mas com o encontro dos fiéis em torno da devoção mariana.
Para dom Mário, o Santuário Nacional de Aparecida deve ser um espaço de acolhimento para todos os peregrinos, respeitando suas diferenças. Ele destacou que os devotos devem chegar motivados “pela fé, pela oração, pela fraternidade e não pela divisão e disputas políticas”, lembrando que a unidade cristã se constrói no respeito mútuo.
O arcebispo acrescentou que o dia 12 de outubro também é oportunidade para se aproximar de quem pensa diferente, sem hostilidade ou preconceito. Em casa, nas comunidades e nas redes sociais, é preciso evitar ofensas e discursos de ódio, promovendo sempre o diálogo, o perdão e o respeito ao próximo.
Dom Mário finalizou afirmando que a unidade cristã não exige que todos pensem igual, mas sim que reconheçam a dignidade uns dos outros. Dessa forma, a festa de Nossa Senhora Aparecida se reafirma como momento de encontro, reconciliação e fortalecimento da esperança em um Brasil mais solidário.
Assessoria/ BossaNews Brasil/Caminho Político
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