25ª MAUAL encerra edição com homenagem e premiação
A 25ª MAUAL – Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina encerrou sua edição comemorativa na noite do último sábado (10 de outubro), às 19h, no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Com transmissão ao vivo pela TV Universidade (TVU), a cerimônia reuniu celebração, memória e reconhecimento da produção audiovisual brasileira e latino-americana, com a divulgação dos filmes vencedores desta edição.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem a Rosalvo Caçador, conduzida pelo pesquisador e memorialista Aníbal Alencastro. A cerimônia contou com a presença da viúva do homenageado, Elizete de Campos, dos filhos Fausto Juliano e Tasso Rodrigo, da nora Emília Cristina de Campos e da prima Lenir Taques. A homenagem celebrou a trajetória de Rosalvo, conhecido como Cabinho, cuiabano que construiu uma importante carreira no cinema brasileiro como ator, cinegrafista, roteirista e diretor de produção, contribuindo para diferentes gerações do audiovisual.
A noite também foi marcada por estreias. O público conferiu o videoclipe da música Sem Moagem, da Banda Calorosa, realizado por estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, sob a supervisão do professor Alessandro Flaviano. Na sequência, foi exibido o filme Fim de Papo, de Felipe Albues, ampliando o espaço de encontro entre realizadores e espectadores que caracteriza a Mostra.
Filmes premiados celebram a diversidade do audiovisual
Após as exibições, foram anunciados os vencedores da 25ª MAUAL. A premiação reconheceu produções universitárias e independentes de Mato Grosso, de diferentes estados brasileiros e de outros países da América Latina. Entre os destaques estão seis filmes mato-grossenses premiados em diferentes categorias, evidenciando a diversidade e a força da produção audiovisual realizada no estado.
Pelo Júri Popular, Nosso Corpo Negro, de Ricardo Cruz Moraes Martins (MT), venceu na categoria Melhor Curta Universitário, enquanto O Bitchão do Rio, de Sophia Cardoso (MT), recebeu o prêmio de Melhor Curta Independente.
Já o Júri Técnico reconheceu obras de diferentes gêneros e procedências. Entre os vencedores estão Kaira e o Temporal, de Wagner Nogueira Mendes (CE), como Melhor Curta Brasileiro Universitário de Ficção; Ainda Sonho com o Mar, de Alex de Souza (RN), como Melhor Curta Brasileiro Universitário Documentário; e Nosso Corpo Negro, de Ricardo Cruz Moraes Martins (MT), como Melhor Curta Brasileiro Universitário Experimental.
Na categoria independente, os prêmios foram para Moti, de André Okuma (SP), em Ficção; O Olhar de Antonio, de Glória Albues (MT), em Documentário; e Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos, em Experimental.
O Prêmio Hermano de Melhor Curta Estrangeiro foi concedido a De donde el nombre se vuelve recuerdo, de Paola Espinoza, do Equador. Já o prêmio de Melhor Curta Mato-Grossense ficou com Divino, sua alma, sua lente, de Gilson Costa e Clea Torres (MT). Na categoria Melhor Curta Curtíssimo, para filmes de até cinco minutos, venceu Iara, de João G. R. Camargo e Yasmin Tiana (MG).
Prêmios especiais valorizam a inventividade e a ancestralidade
A 25ª MAUAL também concedeu prêmios especiais que destacam diferentes dimensões da criação audiovisual. O Prêmio Ana Cristina Sampaio de Melhor Filme de Animação foi para TV Entreaberta, de Mateus Compart (MG).
O Prêmio Especial Trajetória Ancestral reconheceu Toty, personagem do filme Terreiro Ancestral de Toty O Rei do Congo, de Claudio Dias (MT). Já o Prêmio Especial Inventividade da Linguagem foi concedido a Talvez seja melhor assim, de Daniel Carvalho (MT).
Além dos premiados, a Mostra concedeu menções honrosas a 13 produções, reconhecendo trabalhos de Mato Grosso, de outros estados brasileiros e de Cuba. A seleção contemplou diferentes abordagens estéticas, narrativas e temáticas, reafirmando a pluralidade que caracteriza o cinema universitário e independente.
Troféu MAUAL e prêmios oferecidos por parceiros
Além do reconhecimento público e artístico, os filmes vencedores da 25ª MAUAL receberam o Troféu MAUAL, uma obra em cerâmica criada pela artista Ludmila Brandão especialmente para esta edição comemorativa. O troféu, que leva a identidade da Mostra, simboliza a valorização da criação audiovisual e o reconhecimento dos talentos que movimentam o cinema universitário e independente.
As equipes premiadas também receberão benefícios que contribuem para a formação profissional e o desenvolvimento de novos projetos, incluindo bolsas de estudo, serviços de pós-produção audiovisual, consultorias para projetos e prêmios em dinheiro. Os benefícios são oferecidos pelos apoiadores desta edição: Centro Cultural B_arco, Mistika Post, Cumbaru Produções Artísticas e Molêra Filmes, respectivamente.
A parceria com instituições e empresas do setor audiovisual fortalece a proposta da MAUAL de ir além da exibição de filmes, criando oportunidades concretas para que realizadores ampliem seus conhecimentos, aprimorem suas obras e deem continuidade às suas trajetórias profissionais.
25 edições de encontros e resistência audiovisual
Realizada de 6 a 10 de outubro, com o tema “Terra em Transe, Imagens em Movimento”, a 25ª MAUAL reuniu filmes brasileiros e latino-americanos em mostras competitivas e paralelas, sessões especiais e encontros com realizadores. A edição comemorativa reafirmou o papel da Universidade Federal de Mato Grosso na formação audiovisual, na difusão cultural e na valorização de produções que encontram no cinema um espaço de expressão, reflexão e transformação.
Ao completar 25 edições, a MAUAL celebra não apenas os filmes premiados, mas também a trajetória construída coletivamente por realizadores, estudantes, professores, técnicos, parceiros e público. Uma história que segue em movimento, fortalecendo o audiovisual independente e ampliando as possibilidades de encontro entre diferentes territórios, experiências e olhares.
A programação da 25ª MAUAL continua até o dia 15 de outubro, com a Mostra Paralela disponível on-line no site oficial maual.com.br. Ao todo, são 51 curtas-metragens que ampliam o acesso à produção audiovisual universitária e independente, reunindo diferentes narrativas, linguagens e olhares do Brasil e da América Latina. O público ainda tem a oportunidade de assistir gratuitamente aos filmes e conhecer a diversidade da produção contemporânea.
Conheça os vencedores da 25ª MAUAL
Júri Popular
Melhor Curta Universitário: Nosso Corpo Negro — Ricardo Cruz Moraes Martins (MT).
Melhor Curta Independente: O Bitchão do Rio — Sophia Cardoso (MT).
Melhor Videoclipe Universitário: Armadilha - Rei Derso, MT e Ilha Úmida - Giordano Gadelha, SP
Júri Técnico
Melhor Curta Brasileiro Universitário de Ficção: Kaira e o Temporal — Wagner Nogueira Mendes (CE).
Melhor Curta Brasileiro Universitário Documentário: Ainda Sonho com o Mar — Alex de Souza (RN).
Melhor Curta Brasileiro Universitário Experimental: Nosso Corpo Negro — Ricardo Cruz Moraes Martins (MT).
Melhor Curta Brasileiro Independente de Ficção: Moti — André Okuma (SP).
Melhor Curta Brasileiro Independente Documentário: O Olhar de Antonio — Glória Albues (MT).
Melhor Curta Brasileiro Independente Experimental: Diálogo Bulbul — Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/BA/ES).
Melhor Curta Estrangeiro – Prêmio Hermano: De donde el nombre se vuelve recuerdo — Paola Espinoza (Equador).
Melhor Curta Mato-Grossense: Divino, sua alma, sua lente — Gilson Costa e Clea Torres (MT).
Melhor Curta Curtíssimo (até 5 minutos): Iara — João G. R. Camargo e Yasmin Tiana (MG).
Prêmios especiais
Prêmio Ana Cristina Sampaio – Melhor Filme de Animação: TV Entreaberta — Mateus Compart (MG).
Prêmio Especial Trajetória Ancestral: Toty, do filme Terreiro Ancestral de Toty O Rei do Congo — Claudio Dias (MT).
Prêmio Especial Inventividade da Linguagem: Talvez seja melhor assim — Daniel Carvalho (MT).
Menções honrosas
Uma mulher com uma câmera — Sâmia Costa (CE).
Queerjoy — Vitor Evangelista (MT).
Escudo — Cauê Santiago e Andrey Haag (SP).
Seu Fiuza — Lívia Fiuza (MT).
Bocaina — Thamara Luiza e Juliana Segóvia (MT).
Presa Fácil — Bruna Bahr (MG).
Cabeça de Pacu — Vitória Molina (MT).
Belo Ouro — Pither de Almeida Lopes (MT).
O Último Varredor — Perseu Azul e Paulo Alipio (MT).
Capim — Julia Munhoz e Caio Pimenta (MT).
O Jardim Mágico — Naira Carneiro e Carlon Hardt (PR).
O Carnaval é de Pelé — Daniele Leite e Lucas Santos (PE).
Los Jimaguas — Amanda Vázquez e Carlos Cipriano (GO e Cuba).
Serviço
25ª MAUAL – Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina
Data: 6 a 10 de outubro de 2026
Local: Teatro da UFMT, Cuiabá (MT)
Entrada: Gratuita
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